PT | EN | ES | FR

Contactenos: +55 (21) 4062-7374

Um estudo divulgado nesta quarta-feira pela University College London (UCL) questiona os dois principais argumentos contra a entrada de imigrantes no Reino Unido: o impacto econômico na economia e uma suposta precarização da mão-de-obra. O estudo mostra que a chegada de trabalhadores estrangeiros não apenas injeta dinheiro na economia britânica, como aumenta o número de […]

Noticias

Home > Noticias > Imigração ‘traz dinheiro e mão-de-obra qualificada para a economia’

"Actualización y acceso a la información de calidad es una constante y es uno de los principios fundamentales del trabajo de Alexandre Tolipan Abogados. En este espíritu consideramos que la divulgación de noticias periodísticas sobre asuntos relacionados con las áreas de actuación de la oficina, además de las noticias sobre las actividades de la misma, son de suma importancia para el acompañamiento de sus clientes, colegas y el propio equipo."

Imigração ‘traz dinheiro e mão-de-obra qualificada para a economia’

Um estudo divulgado nesta quarta-feira pela University College London (UCL) questiona os dois principais argumentos contra a entrada de imigrantes no Reino Unido: o impacto econômico na economia e uma suposta precarização da mão-de-obra.

O estudo mostra que a chegada de trabalhadores estrangeiros não apenas injeta dinheiro na economia britânica, como aumenta o número de profissionais qualificados no país.

Em termos de impacto econômico, os autores do estudo, Christian Dustmann e Tommaso Frattini, estimam que a imigração tenha gerado um superávit de quase 23 bilhões de libras (cerca de R$ 92 bilhões) na economia britânica entre os anos de 2000 e 2011, sustentado pelo pagamento de impostos.

O montante, segundo os pesquisadores da UCL, é maior do que estes imigrantes recebem da previdência britânica na forma de benefícios. Os imigrantes da União Europeia injetaram 34% mais do que receberam em benefícios. A proporção cai para 2% entre os imigrantes de fora do bloco.

A imigração se transformou nos últimos anos em um dos mais polêmicos assuntos na Grã-Bretanha e surge em pesquisas como um das principais preocupações do eleitorado britânico. Em especial a entrada dos imigrantes de países da Europa Oriental.

A chegada destes profissionais é apontada por especialistas políticos como uma das razões para o crescimento do partido Ukip, de agenda anti-imigração e que pode ser a grande surpresa das eleições-gerais de 2015 na Grã-Bretanha.

Segundo o estudo, entre 2000 e 2011, a maior contribuição para a economia britânica veio dos países da União Europeia: 20 bilhões de libras, o equivalente a R$ 80 bilhões. Destes, cerca de 65% vieram dos membros fundadores do bloco (França, Itália e Alemanha, por exemplo).

A injeção de caixa da União Europeia foi engrossada ainda em 5 bilhões de libras (cerca de R$ 20 bilhões) provenientes justamente de “vizinhos do Leste”, como a Polônia e a República Tcheca.

Já as entradas de indivíduos de países fora da UE, como o Brasil, deixaram quase 3 bilhões de libras (cerca de R$ 12 bilhões) na Grã-Bretanha no mesmo período.

“Uma preocupação crucial do eleitorado é se os imigrantes pagam impostos e contribuem para a previdência social. Nossa análise mostra um quadro geral de uma contribuição fiscal positiva, em especial dos imigrantes vindos de países da União Europeia”, explica Dustmann.

Escolaridade superior

O relatório, O Impacto Fiscal da Imigração na Grã-Bretanha, revela também que o nível médio de escolaridade dos imigrantes em alguns casos é superior ao da população britânica. Em 2011, por exemplo, o percentual de britânicos com diploma universitário era de 21%, ao passo que o de imigrantes da UE era de 32% e o de trabalhadores de fora do bloco, 38%.

O número de indivíduos com escolaridade incompleta também era maior entre nativos.

Para o editor de Economia da BBC, Robert Peston, o estudo traz um contra-argumento interessante para o debate sobre a imigração na Grã-Bretanha.

“Este relatório responde a uma questão fundamental. Os migrantes da Leste Europeu têm contribuição positiva para o erário público. São pessoas jovens, com bom nível de escolaridade, e que trabalham duro”, afirma.

Mas Dustmann e Frattini também apontam para problemas causados pela imigração a longo prazo.

O envelhecimento populacional e o crescimento familiar tendem a exigir maior comprometimento de gastos do governo. Mas os pesquisadores acreditam que esses fatores possam ser equilibrados pelo retorno de imigrantes aos países de origem e por sua maturação profissional.

“Um grande número desses imigrantes estão no começo de suas carreiras e possivelmente subempregados por causa de dificuldades de linguagem. Ou seja, longe de alcançar seu pleno potencial econômico”, escreveram os acadêmicos. (fonte BBC)

Facebook Twitter Google+ LinkedIn Email